10 insólitos do desporto 2010. Ele acontece cada coisa…
2010 já lá vai. Nestas alturas surgem sempre algumas compilações de que aconteceu no ano que finda. O Arco da Velha associa-se à tradição e fez uma compilação de acontecimentos desportivos (insólitos) que marcam 2010:
Seguir o «bandeirinha»: uma nova forma de ver futebol!
Tratava-se, ao que tudo indica, um jogo onde intervinha a equipa espanhola de Cadiz (3º divisão espanhola). Mau tempo, estádio deserto e, aparentemente, nem o jogo ajudava a aquecer o ambiente. É nessas alturas que a imaginação humana tem de ser louvada. Este é um desses casos.
O jogo estava, aparentemente, sem interesse e, assim sendo, as poucas dezenas de adeptos que ocupavam um lugar nas bancadas encontraram uma hilariante distracção: seguir o árbitro auxiliar (ou, como se dizia até há uns anos: o fiscal-de-linha) em todas as suas movimentações. O árbitro auxiliar junto à linha lateral e os adeptos na bancada!
Com 11 mil no estádio, jogador acertou com a bola na mãe!
Denard Span, jogador americano de basebol, foi protagonista de um momento que deixou de boca aberta todos quanto o presenciaram.
A sua equipa, os Minnesota Twins, enfrentava os New York Yankees. O estádio contava com 11 mil espectadores. Entre eles, Wanda Wilson, mãe de Denard Span, que, usando uma camisola da equipa, iria levar uma recordação inesperada para casa.
Wanda estava sentada junto à terceira base. Span, a dada altura, conseguiu bater uma bola para aquela zona. Esta voou, voou e embateu em Wanda. Na própria mãe.
«À medida que via a bola a afastar-se percebi que ela ia bater na minha mãe. Quando vi que ela caiu, não conseguiu fazer mais nada que não ir ter com ela. O que me magoou mais foi vê-la a chorar», assegurou Span, no final do encontro.
Wanda Wilson teve de receber tratamento hospitalar mas do incidente não resultou qualquer dano grave. Apenas uma estória para mais tarde contar. E, provavelmente, ninguém acreditar.
«Get set, ready… don’t go!»: equipamento a rasgar no pior momento
Gillian Cooke é um dos nomes mais importantes no mundo do bobsled (ou bobsleigh). A escocesa já foi, inclusivamente, campeã mundial deste desporto de Inverno em 2007. A 17 de Janeiro de 2010, contudo, viveu um momento confrangedor. No preciso instante em que partia para mais uma descida alucinante na neve, o seu equipamento rasgou…
Não é preciso dizer muito mais. Basta conferir as imagens no vídeo seguinte e imaginar as palavras da ordem na hora da partida: «On your marks, get set, ready… don’t go!»
Adepta excede-se, mostra os seios e acaba castigada…
Há jogos tão maus que os acontecimentos da bancada são mais atractivos. Não sabemos a qualidade do último encontro entre o Monterrey e o Cruz Azul, duas equipas do campeonato mexicano, mas não será fácil terem superado o espectáculo das bancadas.
Catherine Leah Spencer, de 30 anos, adepta da equipa da casa quis assumir protagonismo, depois de um dos dois golos do Monterrey. Segunda a própria, já tinha bebido uma garrafa de champanhe e algumas cervejas e, talvez por isso, achou boa ideia mostrar os seios durante o festejo. Mesmo com o marido, César Moreno, cantor rock do México, ao lado.
Quem não achou piada foi Jorge Urdiales, presidente do Monterrey, que proibiu a «Loira do Tec», como ficou conhecida em alusão ao estádio da formação mexicana, de voltar a sentar-se naquelas bancadas. Para além disso foi multada em 500 pesos mexicanos (sensivelmente 28 euros).
Não será de todo impossível que surja uma petição a fim de levantar a multa à «Loira do Tec». Caso pretenda tomar a iniciativa consulte primeiro o vídeo abaixo.
Enxame de abelhas interrompe jogo no Panamá
O futebol tem coisas estranhas. Mas há algumas mais estranhas do que outras. Esta notícia que nos chega do Panamá, por exemplo, é das coisas mais estranhas a que já assistimos num jogo. Um enxame de terríveis abelhas africanas obrigou à interrupção da partida entre o Atl. Chiriquí e o Tauro.
Decorria o quinto minuto da segunda parte, quando o jogador que transportava a bola se atirou para o relvado, sem nada o indiciar. Num repente, todos o que o circundavam fizeram a mesma coisa, como um castelo de cartas.
O pânico espalhou-se também pelas bancadas e o árbitro Jaffet Perea interrompeu de imediato o encontro. 25 minutos depois, após a intervenção do corpo de bombeiros local, a partida foi retomada. Curiosamente, há quatro meses, algo parecido ocorreu no México-El Salvador. As terríveis abelhas voltaram a atacar.
E para que ninguém se ficasse a rir, o jogo terminou empatado a uma bola.
Apalpão nos testículos gera batalha campal na Indonésia
E agora, um momento que nos chega do exótico campeonato indonésio: no jogo entre o Arema e o Persela, um dos jogadores da casa apalpou a zona genital de um adversário.
O gesto originou uma reacção violenta, que se espalhou como um rastilho de pólvora. O arrojado jogador do Arema, Noh Alam Shah, foi expulso e ainda quis esvaziar toda a sua fúria no caminho para os balneários.
Para quem não sabia que a Indonésia também tinha futebol, aí está uma bela amostra do mesmo.
Isto sim, é reagir mal a uma substituição!
Ser substituído nunca cai bem num jogador de futebol. Ao longo dos tempos já muito se debateu e já muitas reacções a substituições ficaram famosas. Más reacções, diga-se. Desde palavras menos apropriadas para o treinador a correrias loucas para o balneário, passando por maus tratos a garrafas de água indefesas. Já se viu de tudo. Será?
Há sempre espaço para inovar. Shai Haddad, jogador do Hapoel Ramat Gan, de Israel, ficou completamente fora de si depois de ter sido substituído logo aos 15 minutos, no jogo frente ao Bem Yehuda. Primeiro descarregou a fúria num placard publicitário, para, depois, se virar para o público presente no estádio.
Todas as restantes más reacções já vistas parecem atitudes muito maduras em comparação com o que pode ver abaixo.
Campeão precoce: o festejo até foi bom…só faltou ganhar
Um campeão mundial precoce. Tão precoce que o foi antes do tempo e…acabou por não o ser.
Aconteceu nos Mundiais de patinagem que estão a decorrer na Colômbia. Um atleta local calculou mal a distância para a meta e deu-se mal. Depois de entrar na última recta na frente da corrida com uma vantagem que lhe permitira, certamente, vencer a medalha de ouro, começou a festejar cedo demais.
Muito mais concentrado, um coreano ultrapassou-o e sagrou-se campeão do mundo. Festejar antes do tempo dá nisto. Este patinador de certeza que não tinha visto o exemplo recente dado por Khalid Askri, guarda-redes marroquino, agora famoso pelos mesmos motivos.
Veja como se perde uma medalha de ouro:
Festejar antes do tempo tem destas coisas…
Khalid Askri ainda não deve ter percebido como aquela bola entrou. Quando defendeu a grande penalidade, virou costas de pronto e festejou o feito. Entretanto, o esférico continuava a rolar, até passar a linha de golo. Celebrar antes do tempo tem destas coisas…
O Maghreb Fes apurou-se para os quartos-de-final da Taça de Marrocos, graças ao desempate através da marcação de castigos máximos. Na ronda decisiva, o guarda-redes do FAR Rabat julgou ter garantido o triunfo para a sua equipa, mas o efeito da bola tornou o festejo tremendamente amargo. 1-1 no tempo regulamentar, 7-6 nas grandes penalidades. E uma tremenda desilusão para o pobre Askri.
Dias depois o mesmo Khalid Askri tem novo “azar”. Durante a partida de sábado (24 de setembro) entre o Rabat e o KAC Kenitra, a contar para a Liga marroquina, Khalid Askri teve dois momentos incríveis. Primeiro ofereceu de bandeja o golo ao adversário e depois, irritado com aquilo que acabara de fazer, tirou a sua camisola e foi em direção ao túnel, abandonando a partida.
Tinha a baliza aberta, mas o «fair-play» falou mais alto
O avançado persa Avin Motevaselzadeh foi o protagonista de um episódio pouco habitual, um dos raros casos de «fair-play» levado ao extremo. Aconteceu na liga iraniana de futebol, num encontro entre o Aboomoslem e o Moghavemat.
Os da casa acabariam por vencer por 3-0. O resultado poderia ter sido facilmente atenuado por Motevaselzadeh. Não foi, simplesmente, porque ele não quis. O lance começa quando um companheiro de equipa surge frente ao guardião da casa que não teve pejo em dar o corpo ao manifesto para resolver a situação.
Mas a emenda foi de pouca dura e a bola foi parar a Motevaselzadeh. Este, com o guarda-redes caído, a contorcer-se, e enquanto vários defensores da casa tentavam tapar os caminhos da baliza, resolveu atirar a bola propositadamente para fora, para ser prestada assistência ao guarda-redes.
Não fez golo, não ganhou o jogo, mas levou para casa um prémio maior. O respeito de todos os que viram o seu gesto.
E, terminámos com fair-play! Bom 2011!





03. Jan, 2011






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